3 museus que você precisa conhecer em Nova York

Isabella Giordano

Whitney Museum (Foto: Isabella Giordano)

Os museus do 11 de Setembro, o Cooper Hewitt e o Whitney não aparentam ter nada em comum. O primeiro documenta os impactos e significados dos atentados aos Estados Unidos em 1993 e 2001. O segundo se dedica à evolução e história do design. O terceiro exibe as mais diversas obras de artistas norte-americanos dos séculos 20 e 21. Nenhuma semelhança, certo? Em termos de conteúdo, sim. No entanto, partilham o fato de que abriram (ou re-abriram) suas portas há menos de dois anos.

E isso é significativo porque eles acompanham a realidade que vivemos. Em um período no qual a tecnologia é capaz de promover tantas transformações, cada um desses museus apresenta obras de maneiras que começam a fugir do convencional. O Metropolitan continua a arrepiar seus visitantes, que viajam no tempo ao longo de suas maravilhosamente devastadoras exposições. Porém, o Met ainda se encaixa em um padrão do qual estes três museus não fazem mais parte completamente.

Modernos, inovadores e mais high tech, exploram a interatividade com o público, a participação do mesmo para dar sentido à obra, a arquitetura dos prédios e o uso de telas digitais e de áudios visuais. Este elementos não são novidades, mas colocam os museus em evidência no mundo contemporâneo. Além do MoMa e do Guggenheim, quem vai a Nova York deve incluí-los em seu roteiro. Atente para os detalhes, pois são eles que fazem toda a diferença.

Memorial

9/11 Memorial Museum em 2014 (Foto: Flickr | Creative Commons | Edward Stojakovic)

9/11 Memorial Museum em 2014 (Foto: Flickr | Creative Commons | Edward Stojakovic)

Inaugurado em maio de 2014, o museu busca examinar as implicações e significados dos eventos ocorridos em 1993 e em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, a partir de documentações sobre os impactos dos atentados. O memorial por si só revela o luto das famílias e do país. Em uma das salas, é possível assistir a depoimentos de parentes das vítimas, de sobreviventes, entre outros.

Esses entrevistados contam onde estavam e como se sentiram quando os atos aconteceram; suas percepções acerca dos ocorridos e como refletiram sob a sociedade norte-americana – igualando, neste momento, a importância de analisar tanto o que vem de fora quanto como o país era e é por dentro. Quem visita o museu do memorial também pode gravar o seu depoimento se desejar.

Cooper Hewitt

'Immersion room' - Cooper Hewitt

O ‘Immersion room’ permite ao público à criação de designs personalizados em suas paredes (Foto: Isabella Giordano)

O Cooper Hewitt é o único museu nos Estados Unidos que se dedica exclusivamente ao design da antiguidade até os dias de hoje. Fundado em 1897 por Amy, Eleanor e Sarah Hewitt, passou a ocupar o a mansão do magnata Andrew Carnegie em 1976 – onde permaneceu. Após uma reforma milionária, o museu que estava fechado há cerca de três anos reabriu em dezembro de 2014.

Com mais de 210 mil objetos, o museu conta com algumas novidades. O visitante pode registrar as obras que gostou com uma caneta, que lê uma espécie de código, e acessá-las via internet depois. Além disso, pode criar o design de objetos e paredes por meio de uma tela digital e conhecer iniciativas inacreditáveis da área, que respondem a questões que propõem melhorias coletivas no meio urbano.

Whitney

Whitney

Das maiores às menores obras, o Whitney encanta de fora para dentro e de dentro para fora (Foto: Isabella Giordano)

Com nove andares, paredes envidraçadas, um turbilhão de salas e a maior galeria aberta de Nova York, o Whitney reabriu no Lower Manhattan em maio deste ano. O museu, que abriga obras de talentosos artistas norte-americanos, foi fundado em 1930 pela colecionadora Gertrude Vanderbilt Whitney.

Criado para dar espaço e gerar visibilidade à arte moderna e – atualmente – contemporânea, o museu vive uma nova fase entre o Hudson River e o High Lane. O público acrescenta valor às obras (e não apenas às instalações interativas) na mesma medida em que o novo edifício também o faz. Até mesmo a escada do museu se apresenta em forma de arte: iluminada por uma delicada cortina de lâmpadas.

Conhece esses museus? Queremos saber o que você achou!

Escrito por . Cidadã do universo, jornalista e escritora, que ama qualquer tipo de viagem e comida. É criadora de Conteúdo no WePlann.

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