Ek’ Balam, México: descubra os segredos da cidade maia

Acrópole de Ek' Balam, no México.

Acrópole de Ek' Balam, no México (Flickr | (CC BY-NC-ND 2.0) | Daniel Mennerich)

Hoje, a floresta cobre boa parte do que uma vez fora o maior centro comercial da Península de Yucatán, no México, no período de 600 a 900 d.C. A preciosa cidade maia de Ek’ Balam, aberta ao público há poucos anos, foi um dos últimos sítios arqueológicos a ser descoberto na região (a escavação começou em 1998). Talvez seja por isso que é um local tão bem preservado, e menos conhecido do que a famosa Chichén Itzá. Dos 12 km² que ocupava, apenas o centro foi escavado e pode ser visitado. Não é uma área muito extensa, mas conta com construções significativas para cultura maia.

A principal delas fora um templo e também o antigo palácio do rei. Atualmente é conhecida como Acrópole (termo que vem do grego e designa a parte mais elevada da cidade). A construção, que tem cerca de 32 metros de altura, não por acaso é uma das mais volumosas da Mesoamérica. Diferente de Chichén Itzá, ainda é permitido subir até o seu topo. São cerca de 106 degraus feitos com pedras. A subida é cansativa, dado que cada degrau é bem alto e irregular. No entanto, ao chegar no final da escadaria, você perceberá que todo o suor valeu a pena. A pirâmide corta a floresta e proporciona uma vista panorâmica indescritível.

Ek' Balam, no México

Ek’ Balam, no México (Flickr | (CC BY-NC-ND 2.0) | Daniel Mennerich)

Além do visual, Ek’ Balam carrega a fama de conservar uma arte mais refinada do que a maior parte das cidades maias. As decorações nas paredes da Acrópole, por exemplo, são feitas de estuque. Com uma coloração esbranquiçada, dá forma a representações de guerreiros, deuses e animais. Inclusive, a entrada da tumba do rei conta com uma espécie de escultura que lembra a mandíbula de um jaguar – o que se relaciona ao próprio nome da cidade. Segundo o Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH), organismo do governo federal mexicano, o termo Ek’ Balam tem origem no idioma maia yucateca e significaria Jaguar Negro (ek’, negro;  balam, jaguar).

Como conhecer Ek’ Balam?

Para explorar Ek’Balam e seus arredores, recomendamos que reserve os seus ingressos com antecedência. Não há transporte público até lá e são poucas as agências que vão até lá. Por isso, para fazer o passeio acompanhado por um guia com a comodidade de um transporte de ida e volta ao seu hotel, oferecemos duas saídas: de Cancun (clique aqui) ou da região de Riviera Maya (clique aqui). Vale lembrar que o tour é realizado com um guia bilíngue, que fala inglês e espanhol. Apenas o passeio que sai às sextas-feiras de Riviera Maya conta com guia em português.

Veja um pouco do que te aguarda:

Neste tour, você também poderá se refrescar nas águas cristalinas do Cenote Maya, que é o maior entre três estados do México. Para chegar até essa cavidade natural, formada há milhares de anos, você descerá de rapel. Em seguida, você visitará um mercado local de artesanatos e assistirá a uma cerimônia tradicional conduzida por um xamã. Para completar a experiência, você visitará áreas de cultivo e aprenderá sobre as técnicas ali utilizadas, o estilo de construção maia e o uso de plantas medicinais. Enfim, o passeio termina com um delicioso almoço típico.

Compartilhe suas experiências conosco!

Escrito por . Cidadã do universo, jornalista e escritora, que ama qualquer tipo de viagem e comida. É criadora de Conteúdo no WePlann.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *